Ventilador Pulmonar – como escolher o modelo ideal para cada ambiente

09/12/2020 09:22:19

O Ventilador Pulmonar é um equipamento médico de suporte a vida de extrema importância e complexidade. Sua função é auxiliar ou assumir os movimentos respiratórios do paciente.

Usado constantemente no tratamento de insuficiências respiratórias, esse tipo de equipamento ganhou enorme destaque com a pandemia mundial da Covid-19, conhecido também por Coronavírus.

A doença, quando evolui para níveis mais graves, pode causar, nos seres humanos, a Síndrome Respiratória Aguda Grave, cujo o tratamento requer que o paciente respire com a ajuda de um ventilador pulmonar.

Existem vários tipos de ventiladores no mercado, sendo que cada um deles atende a uma situação específica. Há modelos para uso doméstico, portáteis, usados em anestesias, específicos para transporte e os para cuidados críticos e avançados dentro de um CTI por exemplo.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) apenas os ventiladores pulmonares para cuidados críticos e o para transporte são os adequados e capacitados para serem utilizados nos hospitais.

O que é um Ventilador Pulmonar?

Ventilador Pulmonar é um termo genérico que faz referência aos equipamentos hospitalares responsáveis por realizar ou auxiliar na respiração pulmonar através de um meio artificial. Esses equipamentos são utilizados para auxiliar pacientes que apresentem um quadro de insuficiência respiratória ou que estejam sedados e sem a capacidade respiratória em pleno funcionamento.

Sua função é garantir o suporte respiratório fazendo o oxigênio chegar aos pulmões do paciente. Ele pode operar de forma temporária ou contínua, e ainda assumir a respiração de forma parcial ou completa.

Os modelos de ventiladores que funcionam por pressão podem trabalhar com dois tipos de ventilação: por pressão negativa e por pressão positiva.

Na ventilação por pressão negativa, no momento da inspiração, uma pressão subatômica é exercida sobre a caixa torácica do paciente, forçando a sua expansão. Isso gera uma pressão negativa dentro dos pulmões, o que acaba empurrando o oxigênio para dentro dos alvéolos.

Durante a expiração, a pressão interna do pulmão se iguala a pressão atmosférica, contraindo a caixa torácica e expulsando o ar dos alvéolos, completando o ciclo respiratório.

A ventilação por pressão positiva é a mais utilizada atualmente. É um método mais simples. Nesse tipo de ventilação é aplicada no paciente uma pressão maior que a pressão atmosférica.

O oxigênio é enviado para dentro do organismo por meio de tubos conectador ao sistema respiratório ou por meio de máscaras faciais. Os gases são enviados pela pressão exercida durante a expiração criando as condições necessárias para que o oxigênio entre nos pulmões do paciente.

Tipos de Ventilador Pulmonar

De acordo com ASTM International os respiradores pulmonares podem ser divididos em quatro grupos, quando levamos em consideração sua aplicação.

1 – Ventiladores para uso doméstico

O ventilador pulmonar usado em ambientes domésticos é do tipo portátil. Portanto, possui um tamanho menor e é mais leve, isso não quer dizer que ele realize suas funções de forma menos eficiente.

São indicados para pacientes que precisam fazer um tratamento contínuo, mas que também necessitam de uma maior capacidade de locomoção.

Ele é comumente encontrado em clínicas, casas de repouso, centros de recuperação, além de ser usado por pacientes que se tratam em casa.

Ele pode realizar ventilação invasivas ou não invasivas, sendo que a primeira é indicada para casos mais graves.

A ventilação invasiva é aquela na qual tubos penetram o corpo do paciente seja pela pele (traqueostomia) ou pela boca (tubo endotraqueal). Já a ventilação não invasiva é feita através de máscara que podem ser posicionadas sobre o nariz ou no nariz e boca.

2 – Ventiladores para anestesias

Como o próprio nome indica, são utilizados em condições em que o paciente esteja sob o efeito de anestesia geral.

Esse tipo de equipamento é especifico para essa função. Já que, juntamente com o oxigênio, ele manda para dentro do corpo gases com efeitos anestésicos.

São ventiladores não invasivos, ou seja, o ar é entregue ao doente por meio de máscaras que cobrem a boca e o nariz. Por serem um sistema fechado, sem contado com o ar da atmosfera, ele também recolhe os gases expelidos pela respiração.

Os gases que saem do paciente passam por um recipiente contendo cal sodada, que transforma o CO2 em O2. Em seguida são misturados com os demais gases e enviados de volta ao paciente.

3 – Ventiladores para transporte

São utilizados quando pacientes com quadros de insuficiência respiratória precisam ser levados para outro local, ou em situações de resgate e emergência. Essa movimentação pode ser por um atendimento de emergência, transporte entre alas de um hospital, transferências de hospitais e cidades, ou até mesmo um banho de sol.

Normalmente eles possuem um tamanho reduzido, são leves e também fácies de manipular e configurar., além de possuírem menos modos de ventilação disponíveis, visto que se destinam a situações transitórias. Precisam também de uma bateria que tenha duração de um número considerável de horas.

4 – Ventiladores para cuidados críticos

O Ventilador pulmonar para tratamento avançado, ou cuidados críticos, como os casos de pacientes graves com COVID-19, por exemplo, é o modelo mais completo e complexo de ventilador que normalmente é utilizado em Centro de Tratamentos Intensivos (CTI).

Esse tipo de ventilador corresponde aqueles que estão aptos a atender qualquer situação, sendo paradas cardíacas, traumas ou auxiliar no pós-operatório e recuperação das funções respiratórias, por exemplo.

Apesar de todos serem equipamentos com a função de ajudar pacientes com dificuldades respiratórias, cada um deles possui sua aplicação especificas.

Fonte: cmosdrake

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