O que é dermoscopia?

06/03/2020 15:15:58

A dermoscopia, dermatoscopia ou microscopia epiluminescente é o exame de lesões cutâneas, como nevi, carcinoma da célula basal, carcinoma da célula esquâma, melanoma, etc., usando um dermatoscópio. Além de diagnosticar lesões de pele pigmentadas e não pigmentadas, a dermoscopia também é aplicada para diagnosticar doenças do cabelo e do escalpo (tricoscopia), anormalidades da unha, entidades inflamatórias (inflamoscopia) e infecções e infestações da pele (entomodermoscopia).

Benefícios da dermoscopia

A dermoscopia é uma técnica não invasiva usada por dermatologistas e clínicos gerais para examinar lesões, estruturas e padrões da pele. Ela permite que os dermatologistas identifiquem os tipos de lesão de pele com maior precisão, reduzindo a necessidade de procedimentos caros e invasivos, como biópsias e incisões. Para os pacientes, isso reduz as chances de cicatrizes e outros desconfortos.

A dermoscopia definitivamente provou seu valor ao longo dos anos. Especialmente no caso do câncer de pele, ela comprovou aumentar a detecção de melanoma maligno, pois aumenta a visibilidade de características específicas ao melanoma.

Tipos de dermatoscópios

O dermatoscópio consiste de uma lente de aumento e uma fonte de luz para maior visibilidade das estruturas abaixo da superfície da pele. Há vários tipos de dermatoscópios:

Dermatoscópios digitais vs analógicos

Dermatoscópios analógicos

A dermoscopia analógica também é conhecida como microscopia epiluminescente (ELM). Ao usar um dermatoscópio analógico, os dermatologistas vão olhar através da lente de aumento para observar em detalhes as lesões da pele. É possível combinar um dermatoscópio analógico com uma câmera digital ou smartphone para obter imagens clínicas e acompanhar as lesões ao longo do tempo.

Dermatoscópios digitais

Na microscopia epiluminescente digital (DELM) ou videodermoscopia, por outro lado, os dermatologistas usam um dermatoscópio digital, que vem com uma câmera integrada. Isso significa que o dermatologista vai olhar para a tela da câmera digital para observar as lesões, em vez de usar a lente de aumento.

Os dermatoscópios digitais permitem que os dermatologistas façam imagens dermoscópicas de lesões da pele durante o exame do paciente. Alguns dermatoscópios digitais também permitem que os dermatologistas façam imagens de observação clínica ou imagens aproximadas sem precisar de uma câmera externa.

Dermatoscópios de smartphone

Dermatoscópios conectados a smartphones estão se popularizando. Esses dispositivos consistem em um smartphone combinado a lentes especiais e iluminação para possibilitar a observação detalhada de lesões da pele. Smartphones high-end são capazes de gerar imagens com perfeição de pixels. Entretanto, nas geração de imagens médicas, padrões extremamente altos devem ser respeitados, bem como outros pré-requisitos em termos de conformidade, higiene e segurança.

Dermatoscópios polarizados e não polarizados

Dermatoscópios não polarizados

Com um dermatoscópio não polarizado, os dermatologistas vão precisar de um líquido de contato, como gel ou óleo, para cancelar as reflexões da superfície da pele ao colocar a lente em contato com a pele. Isso significa que o dispositivo precisa ser limpo e desinfectado após cada uso, o que o torna menos conveniente. Entretanto, algumas estruturas superficiais da pele só podem ser percebidas com um dermatoscópio não polarizado.

Dermatoscópios polarizados

Dispositivos polarizados usam luz polarizada com ou sem um fluido de contato, o que possibilita uma visualização mais precisa das estruturas abaixo da superfície localizadas na derme superficial ou junção dermal-epidermal. Dermatoscópios polarizados normalmente podem ser usados com ou sem contato. A luz polarizada pode ser multispectral ou branca. Essa é uma diferença importante porque, com a luz multispectral, os dermatologistas são capazes de visualizar cromoporos distintos na camada superficial da pele, que dão cor à pele (melanina, hemoglobina, etc.). Assim, as imagens espectrais podem auxiliar na extração de informações adicionais invisíveis a olhos humanos. Essa técnica baseia-se nas propriedades de absorção óptica distintas desses pigmentos na composição da pele. A luz vermelha, por exemplo, penetra mais fundo na pele, enquanto a luz azul é mais adequada para observar estruturas superficiais.

Dermatoscópios híbridos

Os dispositivos híbridos combinam o melhor dos dois mundos. Eles permitem a troca fácil entre luz polarizada e não polarizada, podem ser usados com ou sem contato e com ou sem fluidos de imersão. Alguns dermatoscópios vêm até mesmo com cones especiais sem contato ou espaçadores para higiene ideal. Os cones sem contato também são úteis para gerar imagens de lesões da pele elevadas.

A dermoscopia, também conhecida como microscopia de epiluminescência ou dermatoscopia, é essencial no diagnóstico ágil de lesões de pele e, mais especificamente, do câncer de pele. Os dermatologistas devem usar um dermatoscópio híbrido, digital e integrado para examinar de perto as lesões de pele e, ao mesmo tempo, melhorar o fluxo de trabalho. A dermatoscopia aumentada pode aumentar ainda mais a precisão e a eficiência ao automatizar e melhorar a detecção de lesões nocivas e, mais especificamente, melanoma.

Fonte: barco

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