Junho Vermelho: entre a doação e a transfusão

02/06/2020 16:14:15

No Brasil, o mês de junho é tipicamente o período em que se costuma registrar quedas significativas nos estoques dos bancos de sangue, públicos e privados. Diante da pandemia do novo coronavírus, a necessidade de manter os estoques e a rede abastecida de sangue é ainda maior e de extrema importância.

Para destacar a ação nesse momento, temos a campanha do Junho Vermelho. Lançada no estado de São Paulo, a campanha ganhou status de lei estadual em 15 de março de 2017 (nº 16.386) e passou a ser promovida em todo o país. No dia 14 deste mês, também se comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Mas, como funciona um banco de sangue?

Quando um indivíduo procura um banco de sangue para realizar a doação, existem procedimentos que são seguidos à risca e servem como padrão para todas as pessoas. Após coletar os documentos, o futuro doador passa para a triagem clínica, que consiste em uma avaliação clínica e epidemiológica, um exame físico, e a análise, por um profissional da saúde capacitado. Ao final desse processo, o candidato pode ser considerado apto, inapto temporariamente, inapto definitivo e inapto por tempo indeterminado.

Caso o paciente seja considerado apto, deve assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para a doação, no qual declara ter recebido todas essas informações, ter resolvidas todas as suas dúvidas e que concorda em doar sangue.

A coleta de bolsas de sangue é feita com material descartável, estéril, e de uso clínico. O procedimento passa por um controle rigoroso para evitar a contaminação da unidade coletada, e o profissional treinado deve evitar complicações locais, como hematomas. A doação não dura mais de 15 minutos, e o processo todo dura em média 40 minutos. É necessária uma observação por alguns minutos antes da liberação do doador, para verificar se não há quaisquer sintomas. O indivíduo também é orientado a comer, aumentar ingestão de líquido, e evitar atividades físicas intensas.

Depois da doação

Ao final da doação, os tubos de amostras são enviados aos laboratórios correspondentes e as bolsas são transportadas, em condições adequadas, para o setor de processamento do sangue total, para a produção e modificação de hemocomponentes.

O serviço de hemoterapia “divide” o sangue em componentes eritrocitários (concentrados de hemácias), plaquetários e plasmáticos. Esses hemocomponentes podem ser modificados para atender necessidades especiais de alguns pacientes. São feitos testes de sorologia, biologia molecular e himuno-matológico, que é quando o tipo de sangue e suas características vão ser descobertas.

Enquanto os exames não chegam, as amostras ficam armazenadas temporariamente até a liberação do teste. Esse processo é chamado de quarentena. Só são liberadas as bolsas com resultados não reagentes/negativos para os testes sorológicos e para os testes de detecção de ácido nucleico viral (NAT), que são duas metodologias de testagem utilizadas atualmente no Brasil para o sangue doado.

Fonte: infohealth e blog.saude.gov

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