Desfibrilador: A importância do aparelho em emergências médicas

24/12/2021 09:34:59

Desfibrilador: A importância do aparelho em emergências médicas

O Desfibrilador é um aparelho médico muito utilizado em casos de parada cardíaca ou fibrilação cardíaca, onde o ritmo do coração do paciente precisa, em tempo hábil, retornar ao ritmo normal, de maneira que não haja complicações ou riscos em funções cardíacas ou cerebrais.

O aparelho funciona enviando choques elétricos fortes ao coração, que interrompem a condução da excitação e, assim, permitem a restauração de um ritmo cardíaco regular. Todo esse processo deve ser feito de maneira rápida, pois em uma parada cardíaca, 5 minutos já é o suficiente para o aparecimento de danos cerebrais.

Mas afinal, como funciona o Desfibrilador?

Inicialmente, o aparelho possui um capacitor, que tem como função principal armazenar energia elétrica. Em seguida, eletrodos adesivos são colocados no peito do paciente, onde ao toque de um botão essa energia do capacitor é enviada ao corpo do paciente em forma de um choque. 

A quantidade de energia pode ser regulada, mas em desfibriladores automatizados, essa função é calculada pelo aparelho.  

Quando usar ou não usar o Desfibrilador

Os Desfibriladores são aparelhos utilizados no tratamento de arritmias, onde a frequência cardíaca está anormal, irregular, acelerada ou muito lenta.

Os modelos manuais devem ser usados por médicos com experiência, pois eles têm o conhecimento necessário sobre como usar o aparelho. Já os automáticos, conhecidos como DEA, podem ser usados sempre que um paciente estiver com sinais de parada cardíaca, pois o aparelho que faz o diagnóstico e com base nele, aplica o tratamento ou não.

DEA E DEM - Automático e Manual

Nas últimas décadas, a tecnologia médica passou por atualizações com objetivo de melhorar o atendimento dos pacientes e atender suas demandas. Entre tantas mudanças, surgiram alguns modelos de Desfibriladores, como o DEA, Desfibrilador externo automático e DEM - Desfibrilador automático manual.

O DEA é um aparelho ideal para pessoas com baixo conhecimento técnico em atendimento desse porte, pois ele fornece um guia através de um sistema de voz e texto de como proceder o atendimento.

Após a aplicação do choque, o DEA analisa novamente o ritmo cardíaco do paciente, indicando se a normalidade foi restabelecida e se há ou não a necessidade de outra descarga elétrica. Estima-se que, pelo menos, 85% dos casos de parada cardíaca acontecem em ambiente domiciliar e 15% em vias públicas e, neste sentido, este equipamento fornece atendimentos rápidos aos pacientes.

No caso dos aparelhos manuais (DEM), o uso é feito apenas por médicos ou enfermeiros treinados. Semelhante ao DEA, a própria máquina faz a leitura e o diagnóstico de fibrilação, porém é o operador quem decide a carga a ser disparada.

Higienização do equipamento

Como todo equipamento médico, é necessário ter cuidados básicos para garantir que o aparelho continue a ter um bom desempenho.

Confira algumas dicas:

I. Agendar uma limpeza a cada 3 meses

II. Substitua os eletrodos a cada 2 anos

III. Evite colocar objetos e outros aparelhos sobre o Desfibrilador

IV. Não coloque os eletrodos descartáveis em contato entre si, para evitar curto-circuito

V. Na limpeza, evite o uso de produtos abrasivos, para não danificar peças internas

Seguindo nossa missão de trazer as mais diversas soluções na saúde, hoje reunimos alguns atributos sobre o Desfibrilador, um componente muito importante em um ambiente hospitalar e domiciliar.

 

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