Conheça as diversas técnicas de microscopia

19/02/2020 13:33:09

microscópio, foi inventado para aumentar ou ampliar imagens de objetos não visíveis a olho nu. O poder de resolução dos microscópios atuais é de 0,2 µm, cerca de mil vezes mais que o olho humano.

A ampliação, um aumento aparente no tamanho, é geralmente considerada como a principal função de um microscópio e isso é verdade. Porém, mais importante do que isso, ele proporciona a resolução, distância mínima entre dois pontos que pode ser discernida.

Os fatores fundamentais envolvidos na resolução e ampliação são a luz e as lentes utilizadas. Um microscópio composto é formado por duas lentes, a objetiva e a ocular, quando se observa através da lente ocular é vista uma imagem virtual aumentada da imagem real.

Diversas técnicas proporcionam um processamento diferente da imagem revelando detalhes específicos das amostras que se pretendem analisar. Confira os principais princípios da formação da imagem em microscopia e suas aplicações.

Técnicas de microscopia

As lentes, os filtros e a iluminação do microscópio podem ser manipulados para ampliar, resolver e intensificar uma variedade de imagens. O tipo de amostra usada e a documentação que necessita fazer determinam qual o método a ser escolhido, são eles:

  • Campo Claro;
  • Campo Escuro;
  • Contraste de Fases;
  • Contraste interferencial;
  • Polarização;
  • Fluorescência.

Microscopia de campo claro

Essa é a técnica mais comumente usada, quando a luz passa através da amostra, fazendo com que a área observada seja bem iluminada.  O feixe de luz passa através da amostra sendo captado pela objetiva. O microscópio usado pela maioria dos estudantes e pesquisadores é o microscópio de campo claro.

Microscopia de campo escuro

Alguns raios luminosos incidem na amostra e são captados pela lente objetiva, o que gera “figuras” luminosas em um fundo escuro, por isso o nome dessa técnica. Apenas a luz que foi dispersa ou refratada pelas estruturas na amostra alcançam a lente.  É o mesmo princípio que nos permite ver as estrelas a noite ou as partículas de pó no feixe de luz em um projetor numa sala escura.

Microscopia de contraste de fases

O microscópio de contraste de fase é também uma adaptação do óptico e utiliza um sistema de lentes que transforma diferenças de fase em diferenças de intensidade. A luz atravessa diferentes quantidades de matéria, o que gera diferentes índices de refração, ou em outros termos, quanto maior a quantidade de matéria, menor o índice de refração. Porções escuras da imagem correspondem a porções densas do espécime, porções claras da imagem correspondem a porções menos densas do espécime.

Microscopia de contraste interferencial

Duas modificações do microscópio de contraste de fase criaram o microscópio de interferência, que também possibilita quantificar a massa de tecido, e o microscópio diferencial de interferência (usando a óptica nomarski), que é especialmente útil para avaliar as propriedades de superfície das células e de outros materiais biológicos. Esta técnica elimina os efeitos de halos encontrados na técnica de contraste de fase.

Microscopia de polarização

O microscópio de polarização é uma modificação simples do microscópio óptico, no qual um filtro polarizante (o polarizador) está localizado entre a fonte de luz e o espécime, e um segundo polarizador (o analisador) está localizado entre a lente objetiva e a ocular. Esses filtros modificam a luz e são eficientes na análise de materiais biorrefringentes (que produzem dupla refração). Inicialmente foi usado para estudo de minerais, porém hoje também é usado na biologia, medicina, etc. A técnica explora as propriedades ópticas para revelar informações detalhadas sobre a estrutura e composição dos materiais.

Microscopia de fluorescência

Uma molécula com propriedade fluorescente emite luz com comprimento de onda na faixa visível quando exposta a uma fonte ultravioleta (uv). O microscópio de fluorescência usa a capacidade de algumas moléculas em fluorescer sob luz ultravioleta, visualizando moléculas autofluorescentes, como a vitamina a, ou ainda marcando as amostras, com a fluorescência introduzida. A excitação e a emissão de luz das moléculas fluorescentes são reguladas por filtros para promover cor e contraste.

Fonte: kasvi

 

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