Como usar a máscara laríngea

17/04/2020 13:38:08

Em 1980, um britânico anestesista chamado Dr. Archie Brain idealizou e criou a Máscara Laríngea para induzir anestesia por um curto período de tempo em primeiro momento, mas conforme o decorrer e a evolução dos estudos, as tecnologias e a facilidade para ser utilizada em pacientes críticos, a Sociedade Norte Americana de Anestesiologia constatou que este produto poderia ser utilizado nos protocolos de vias aéreas de difícil acesso.

Em quais ocasiões a máscara laríngea é utilizada?

As indicações de uso da máscara laríngea são:

  • sempre que a via aérea falhar ou apresentar dificuldade ou não ventilação e intubação do paciente;
  • sempre que o profissional identificar que é necessário utilizar um dispositivo de resgate da via aérea, depois que esgotar todas as outras alternativas de ventilação do paciente.

Este dispositivo é SUPRAGLÓTICO, que significa ficar acima da epiglote, ou seja, não veda a traqueia; sendo assim, este dispositivo é indicado por pouco tempo de uso, pois não evita a broncoaspiração.

Quais os tipos de máscara laríngea existentes no mercado médico hospitalar?

Este produto é encontrado em embalagem de papel grau cirúrgico, confeccionada em um tubo flexível, com uma extremidade adaptável à hipofaringe do doente, possibilitando a ventilação imediata. O interessante deste produto é a sua fácil manipulação, porém, para cada tipo de situação, deve-se ter uma orientação própria.

O profissional deve estar atento às seguintes informações na embalagem do produto:

  • Peso exato ou aproximado do paciente.
  • Tamanho do “Cuff” ou balonete, para insuflar com segurança.
  • Número da máscara laríngea para nortear o uso, neonatal, adulto ou pediátrico.

Estas informações são primordiais antes de utilizar no paciente, assim haverá mais segurança no procedimento executado pelo profissional. No mercado, é possível encontrar dois tipos de máscaras laríngeas: as reutilizáveis e as descartáveis.

Como utilizar a máscara laríngea?

Para utilizar a máscara, o profissional deve estar paramentado adequadamente e seguir esses procedimentos:

  • Abrir de acordo com o local de indicação da embalagem;
  • Testar o “Cuff” ou balonete, identificando que não existe vazamento de ar que comprometa o uso do produto;

(Este procedimento pode ser feito com uma seringa de 20 mL, insuflando e desinflando, percebendo se existe ou não vazamento de ar.)

  • Se o paciente não for vítima de trauma, deve-se hiperestender a região cervical do paciente vias aéreaspara abrir e deslocar com mais facilidade a língua, desobstruindo a passagem da máscara laríngea; lubrificar com produto a base de água a parte posterior da máscara para facilitar a adaptação da máscara laríngea;
  • Introduzir a máscara laríngea e, ao mesmo tempo, segurar a língua impedindo-a de fechar na hipofaringe de forma que progrida até perceber a resistência. Após, insuflar o “Cuff” ou balonete, conforme orientação do fabricante e número da máscara, fixar e ambuzar o paciente, testando e acompanhado a ventilação dele;
  • A máscara deve ser acomodada na entrada do esôfago e logo abaixo da valécula, de frente à via aérea ventilando de forma eficaz o paciente.

Lembrando que se o profissional não tiver experiência e treinamento adequado deve-se evitar usar a máscara laríngea, pois este dispositivo é muito sério e mesmo que seja incrível e um facilitador, se não souber manipular, pode colocar em risco a vida do paciente.

Fonte: bunzlsaude

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