Colposcopia: exame faz parte do rastreamento de câncer de colo do útero

11/09/2019 10:31:56

A colposcopia é um exame que faz parte do rastreamento de câncer de colo do útero, juntamente com teste de Papanicolau e/ou testes específicos para detecção do HPV (Papiloma Vírus Humano). Em geral é um exame para complementar os demais, uma parte importante da prevenção que visa diagnosticar lesões que antecedem o câncer e assim evitar o câncer cervical.

A colposcopia permite que o ginecologista examine o colo do útero e a vagina com lentes de aumento. Biópsias também podem ser feitas no momento da colposcopia, caso sejam identificadas lesões. A colposcopia então é a visualização do colo do útero a das paredes vaginais com um aparelho chamado colposcópio e as biópsias são a remoção de pequena amostra de tecido do colo do útero ou das paredes vaginais no momento do exame.

QUANDO O EXAME É PEDIDO

Se os resultados do teste de rastreamento são anormais, como a citologia do colo do útero ou exame de Papanicolau, são necessários mais testes para confirmar o resultado e determinar a gravidade da alteração. A colposcopia é o teste geralmente recomendado neste caso. Nem todas as mulheres com um teste anormal de rastreio do colo do útero vão precisar de tratamento. A colposcopia com ou sem biópsia pode ajudar a determinar se e quando for necessário um tratamento da anormalidade.

O exame de Papanicolau pode ser anormal por conta de infecções genitais em geral, neste caso pode ser realizado o tratamento indicado pela ginecologista e repetir a citologia. Quando o exame de Papanicolau sugere alterações sugestivas de infecção pelo HPV, geralmente é indicada a colposcopia, com biópsia, se necessário.

PREPARAÇÃO PARA O EXAME

A colposcopia pode ser feita a qualquer momento do mês, mas não é possível realizar durante o período da menstruação. Recomenda-se que a mulher não use cremes ou duchas vaginais nos 3-5 dias antes do exame, o mesmo vale para relações sexuais, que também devem ser evitadas durante esse período.

COMO É FEITO

O colposcópio é um aparelho com lentes de aumento, o que permite a colposcopista visualizar lesões não observada à olho nu. Com a paciente em posição ginecológica, é colocado o espéculo vaginal, popularmente conhecido como bico de pato, então após a visualização do colo com o colposcópio uma primeira vez, o ácido acético é o primeiro líquido colocada sobre o colo do útero e na vagina para corar as células e para permitir que a médica veja melhor onde as células anormais estão localizadas e o tamanho de todas as áreas anormais. Quando esta solução é utilizada, a paciente pode sentir uma sensação de queimação ou ardência leve.

O tamanho, tipo e localização de células anormais vão ajudar a determinar qual área ou áreas podem e precisam ser biopsiadas. Esta informação vai ainda determinar quão grave é a anormalidade e também ajudar a determinar qual o tratamento. Quando monitorada e tratada precocemente, as áreas pré-cancerosas geralmente não evoluem para o câncer cervical. Anestesia não é normalmente usada antes da biópsia do colo uterino ou das paredes vaginais porque a biópsia provoca apenas um leve desconforto ou cólica para a maioria das mulheres. Mas o limiar de dor de cada pessoa pode variar. Converse com sua médica sobre isso.

Após essa visualização com ácido acético, em geral é aplicado o lugol, substância a base de iodo, com a função de corar o colo do útero e as paredes vaginais e fornecer ainda mais informações. Pessoas com alergia a iodo devem informar a médica para que essa parte do exame não seja realizada.

O QUE SIGNIFICA O RESULTADO DO EXAME?

Um resultado normal é quando não encontramos nenhuma área com lesão. Quando todo o colo e paredes vaginais se coram de maneira uniforme com os líquidos aplicados em geral o resultado é normal. Quando a biópsia é realizada a amostra de tecido é enviada para exame microscópico realizado por médicos patologistas para o diagnóstico final.

Simples corrimentos podem causar cervicite, uma inflamação do colo do útero que pode ser vista pela colposcopia. Mas o principal foco do diagnóstico são lesões causadas pelo HPV, para que possam ser tratadas antes de se tornarem um câncer.

Fonte: Minha vida

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