Aspirina não é mais recomendada para pessoas saudáveis

16/04/2019 16:43:38

Acabaram-se os tempos em que a saúde pública dos Estados Unidos recomendava uma dosagem baixa de ácido acetilsalicílico – a famosa Aspirina para evitar problemas do coração.

Durante um longo período de tempo, o país defendia a teoria de que a população com mais de 50 anos deveria se fazer uso do medicamento caso desejassem não correr riscos de doenças cardiovasculares.

Tudo mudou quando American College of Cardiology e American Heart Association emitiu um comunicado revogando a tese de que a substância possa ser uma arma contra doenças do coração, já que não há provas suficientes que constem o fato. "a aspirina deve ser usada com infrequência na prevenção primária de rotina de doenças cardiovasculares ateroscleróticas devido à falta de evidências", afirma a associação.

Toda essa mudança de pensamento dos especialistas americanos se deve aos estudos realizados no ano de 2018 e com a publicação de três artigos no The New England Journal of Medicine, uma das publicações científicas mais respeitadas da medicina.

Em um dos estudos, chegou-se a demonstração de que a Aspirina não só não ajuda na saúde, como causa aumento da mortalidade – cerca de 19 mil pessoas com mais de 65 anos foram analisadas.  

De acordo com a nova diretriz, os principais pontos de prevenção para doenças do coração são:

- A maneira mais importante de prevenir a doença vascular aterosclerótica, insuficiência cardíaca e fibrilação é ter um estilo de vida saudável ao longo da vida.

- Cuidados com diferentes profissionais é uma estratégia eficaz para a prevenção de doenças cardiovasculares. Os médicos devem avaliar os determinantes de saúde que afetam os indivíduos para informar decisões de tratamento.

- Adultos entre 40 e 75 anos de idade que estão sendo avaliados para prevenção de doenças cardiovasculares devem ser submetidos a uma estimativa de risco para doença cardiovascular aterosclerótica em 10 anos (ASCVD) e discussão de risco clínico-paciente antes de iniciar a terapia farmacológica, como terapia farmacológica, como terapia anti-hipertensiva, uma estatina ou aspirina.

- Além disso, avaliar outros fatores que aumentam o risco pode ajudar a orientar as decisões sobre intervenções preventivas em indivíduos com quadros específicos.

- Todos os adultos devem seguir uma dieta saudável que enfatize a ingestão de vegetais, frutas, nozes, cereais integrais, proteínas e minimizar a ingestão de gorduras trans, carnes processadas, carboidratos refinados e bebidas açucaradas. Para adultos com excesso de peso e obesidade, aconselhamento nutricional e restrição calórica são recomendados.

- Os adultos devem realizar pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada ou 75 minutos por semana de atividade física de intensidade alta. 

- Para adultos com diabetes tipo 2, mudanças no estilo de vida, tais como melhorar hábitos alimentares e se exercitar, são cruciais.

- Todos os adultos devem ser advertidos sobre o perigo do uso do tabaco, e aqueles que usam a substância devem ser aconselhados a parar. As intervenções não farmacológicas são recomendadas para todos os adultos com hipertensão.

fonte: FOLHA DE S. PAULO

 

LUCAS MACHADO
Jornalista e Redator Stramedical

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