Álcool em gel ou líquido: qual é o mais eficaz contra o coronavírus?

06/04/2020 16:01:00
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A maneira mais eficaz de combater o coronavírus todos já sabem: lavar as mãos com água e sabão. Entretanto, o uso do álcool para se proteger é muito comum. Afinal, você sabe como usar o produto para evitar a contaminação por coronavírus?  
O álcool tem uma ação antimicrobiana, ou seja, sua composição pode matar bactérias e vírus presentes em superfícies, mas o álcool puro não é vendido. O que pode ser comprado é uma mistura de álcool, água e outras substâncias. 
Os produtos mais comuns são os que contêm álcool etílico, porém, o álcool isopropílico também pode ser encontrado. Ambas as formulações têm a mesma finalidade e são eficazes, entretanto, os produtos contendo isopropílico são mais caros do que os outros.
Ao comprar a mercadoria contendo álcool, é importante ficar atento à quantidade de álcool na composição. Segundo o professor da Faculdade de Farmácia da UFMG, Márcio de Matos Coelho, o item com a porcentagem entre 60% e 70% é o mais indicado no combate ao coronavírus. Uma quantidade menor pode não ser efetiva e maior pode causar irritações na pele. “É importante que uma parte da mistura seja composta de água para que a seja facilitada a entrada do álcool nos microorganismos e a desnaturação de suas proteínas e para que a volatilização (evaporação) seja menos rápida”, afirma o professor. 
Há duas maneiras de calcular a quantidade de álcool no produto: °GL e %INPM. O primeiro é uma abreviação de Gay Lussac e aponta a quantidade, em graus, de álcool por volume. Já o segundo é a forma reduzida para Instituto Nacional de Pesos e Medidas e mostra a porcentagem desse componente por gramas. “A diferença é pequena entre as duas formas de indicação da proporção. Por exemplo: álcool 90 °GL corresponde a aproximadamente álcool 87,8 %INPM”, comenta. Além disso,é comum os rótulos mostrarem a quantidade de álcool no produto nas duas versões. 
As essências colocadas nos álcoois não mudam a eficácia do produto. Esses itens são, geralmente, mais caros e podem causar irritações em algumas pessoas. Além disso, os aromas não são necessários, já que o álcool não deixa cheiros desagradáveis por causa da rápida evaporação.
Apesar da ação antimicrobiana, o álcool tem efeito imediato, uma vez que ele evapora rapidamente. “Deve ser enfatizado que a melhor maneira de se proteger é lavar as mãos com água e sabão com frequência, sendo que o álcool gel ou o álcool líquido só devem representar uma opção quando água e sabão não estiverem disponíveis”, conclui farmacêutico. 

É melhor usar álcool em gel ou líquido? 

Segundo o professor da Faculdades de Farmácia da UFMG, não há diferença na eficácia das duas fórmulas. “O álcool em gel é mais adequado para aplicação sobre o corpo, pois apresenta uma textura mais agradável e sua aceitação pelos usuários é maior. O álcool líquido escorre mais facilmente e, na teoria, poderia induzir menor efeito antimicrobiano”, afirma o professor. O farmacêutico completa que os produtos em líquido são mais indicados para a limpeza de superfícies, já que são mais baratos que o em gel. 

Uso de álcool gel em hospitais deve ser obrigatório

De acordo com a chefe da Unidade de Investigação e Prevenção de Infecções e Eventos Adversos da Anvisa, Janaína Sallas, a higiene das mãos com produtos com álcool reduz significativamente o risco de contaminação de um paciente para outro. “Estudos internacionais mostram que a higienização com álcool reduz a carga microbiana [nas mãos] em 80%. Isso reduz em até 70% as possibilidades de infecção cruzada”, explica.
A ideia não é substituir uso de água e sabão, segundo Janaína, mas garantir que os profissionais de saúde higienizem as mãos mesmo quando elas não apresentem sinais visíveis de sujeira.

Todos os pontos de assistência ao paciente, como, por exemplo, UTI, salas de triagem, ambulatórios, serviços de atendimento móvel e unidades de urgência e emergência, deverão ter a preparação à disposição dos profissionais, em local visível e de fácil acesso. 

Fonte: pfarma e em

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