A importância da água durante a pandemia do novo coronavírus

10/06/2020 16:15:37

A Organização Mundial da Saúde classificou a doença causada pelo novo coronavírus (Covid-19) como uma pandemia a partir de 11 de março de 2020. Desde então diversas esferas governamentais do mundo todo têm mobilizado seus esforços e a respectivas populações ao enfrentamento desta doença, que cresce diariamente em número de acometidos e óbitos de forma surpreendente. E a água é um fator fundamental para os cuidados para evitar a transmissão do vírus, seja nas ações individuais (como lavar bem as mãos com sabão e os utensílios utilizados por pessoas contaminadas) quanto nas coletivas (como lavagem e desinfecção de superfícies e ambientes externos).

Contudo, a água com alto grau de pureza laboratorial é parte crucial nas metodologias de identificação do vírus e outras posteriores.

Testes para identificação do vírus

Pesquisadores brasileiros rapidamente (em apenas 48h após a detecção do primeiro caso da doença no país) realizaram todo o sequenciamento do genoma de RNA do vírus SARS-COV-2, causador da pandemia. Mas apesar disso, ainda estamos longe da identificação de drogas altamente eficientes e seguras para o controle da doença ou da disponibilização de uma vacina para imunização global.

E devido ao fato de boa parte da população (cerca de 80% das pessoas) ser assintomática ou ter sintomas leves, não requerendo cuidados médico-hospitalares, a OMS recomenda os testes em massa, para identificar e isolar o máximo de pessoas infectadas e assim interromper a cadeia de transmissão. Sendo assim, há ampla utilização de ensaios imunológicos por testes rápidos (imunocromatografia), ou ainda de outras técnicas bem consagradas, como ELISA e quimioluminescência, para detecção de anticorpos IgG, IgM e até IgA. Porém, o padrão-ouro, recomendado pela OMS como mais confiável é o teste por PCR-RT (traduzido do inglês, Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real).

O impacto da água laboratorial nos testes biológicos

À exceção dos testes rápidos que funcionam como um teste de gravidez, os demais ensaios, nas etapas do sequenciamento e, a posteriori, para realização de controle de qualidade para desenvolvimento de drogas e vacinas, há necessidade de água laboratorial em algum ponto dessas metodologias. E a presença de contaminantes nessa água pode interferir na qualidade e eficiência dos mesmos.

As aplicações biológicas, por exemplo, em particular o PCR-RT, exigem um tipo especial de água, uma vez que as RNases estão em todos os lugares e podem destruir o RNA alvo se este não estiver protegido, por isso é importante usar a água livre de nucleases. Mas todas essas aplicações citadas, em algum momento – ou vários deles – requerem água com alto grau de pureza, e isenta de contaminantes (partículas, compostos inorgânicos e orgânicos e materiais biológicos) para garantir a confiabilidade dos resultados.

Por isso é importante ter uma fonte de água altamente pura e confiável para evitar riscos, além do desperdício de tempo e recursos com testes não confiáveis.

Fonte: labnetwork

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