A evolução do Exame de Papanicolau

02/07/2019 10:09:20

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2018 no Brasil, foram registrados mais de 16 mil casos da doença e mais de 5 mil mortes. O artigo a seguir mostra que, se tratado a tempo, o câncer do colo do útero tem ainda mais chances de cura. 

É consenso na ciência que, quanto mais precocemente forem detectadas as lesões pré-neoplásicas ou neoplásicas, maiores são as probabilidades de tratamento e de cura, reduzindo os níveis de incidência e de mortalidade por câncer do colo do útero.

Programas de prevenção de câncer cervical são adequados à redução significativa de sua incidência, como o uso do exame de citologia cérvico-vaginal proposto por Papanicolau. A experiência em larga escala do programa de triagem realizado em British Columbia, durante cerca de 40 anos, reduziu em 80% a incidência e a mortalidade por esta doença.

É inegável, também, a contribuição que o exame de Papanicolau tem trazido ao diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis (DST), através da sugestão da presença de microrganismos patogênicos, ou mesmo de seus efeitos citopáticos específicos. De forma especial, destaca-se a infecção pelo Papilomavírus humano (HPV), cujo efeito citopático, quando presente, leva à sugestão da ocorrência de lesões pré-neoplásicas.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) desenvolveu o Programa de Prevenção do Câncer de Colo do Útero Viva Mulher, que oferece serviços de prevenção e detecção precoce, através do exame convencional de Papanicolau, de ações educativas e do tratamento e reabilitação, em todo o território nacional. O programa prioriza mulheres de 25 a 65 anos, considerando que a maior incidência do câncer do colo de útero situa-se entre 40 e 60 anos. No entanto, muito ainda se precisa avançar para se alcançar uma cobertura adequada das mulheres suscetíveis ao desenvolvimento do câncer cervical, ou seja, todas as que já iniciaram sua atividade sexual.

Diversos estudos apontam para índices não ideais de sensibilidade do preparado convencional de Papanicolau. As causas citadas para este fato são: insuficiente representatividade das células escamosas, endocervicais e da junção escamo-colunar (JEC), secagem e ou má fixação do material, distribuição não homogênea das células no esfregaço, presença de leucócitos, hemáceas e restos celulares em excesso.

Mais tarde, desenvolveu-se o sistema de preparo de amostras de citologia em meio líquido, que tem sido considerado, nos últimos anos, uma importante alternativa para melhorar a sensibilidade do exame citológico cérvico-vaginal. Em especial, pela melhoria na qualidade da fixação do material e na homogeneidade da distribuição celular no esfregaço, a citologia em meio líquido vem sendo apresentada não como substituta, mas sim, como um aprimoramento do teste de Papanicolau. Possivelmente devido a estes fatores, tem-se obtido menores índices de falso-negativos com esta metodologia em relação à convencional.

FONTE: ARTIGO "ESTUDO SOBRE VARIAÇÕES NO MÉTODO DE CITOLOGIA EM MEIO LÍQUIDO
PARA O EXAME DE PAPANICOLAOU" por JACQUELINE PLEWKA MACHADO.

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